Language is a cultural mechanism

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Language is a cultural mechanism

 

Hello people of the world, this is Mark A Bowen, English teacher, coming to you via the internet. Today we’re here to talk about how language and culture are interconnected. As always, if you need the transcript to this video to help you understand it is at this link here in both English and Portuguese. However, as it is called Immersion Now I suggest that before you use the text you first listen.

 

So, theres that old question: How many words do the Inuit people have for snow? Lots! 50, 100, 150, 400! Not really so many WORDS in fact because their language is polysintetic, meaning that a long complex idea is expressed in one word. Hard snow, soft snow, snow in the air, snow hanging on your eyelashes, snow for Igloos, snow falling on ice, snow in drifts and snow on snow.

 

How many words do we have for snow in the United States? Flurry, sleet, slush, powder, blizzard. How many words do Brazilians have for snow? How many Brazilians have seen snow? The gaúchos maybe? Have you seen snow? Or does snow simply exist to you in theory? The point is, a language is a window into a different perspective, it expresses a different world view. Take cultural organization, some cultures exist within matriarchies, some as patriarchies, there are of course oligarchies, and monarquies, dictatorships, and anarquies. Governments that have different social structures require different vocabulary.

 

Then we have lots of economic systems like capitalism or socialism. I myself prefer egalitarianism (egalitarianism  –  a belief in human equality especially with respect to social, political, and economic affairs) Thank you Merriam-Webster.

 

 

To put it simply, nobody from socialist Cuba sits at a table discussing collateralized debt obligations. Or religion, some religions have different specific words that cannot be translated into either English or Portuguese, like Dharma or Samsara in Buddhism and Namaste in Hinduism. Our Euro-Christian world view lacks these concepts.

 

Or marriage, in some cultures a marriage is strictly between a man and a woman, in others the man can have many many wives who all must be faithful to him. In other cultures even a woman is free to have sex with however many men she wishes, combining all their sperm within her egg, and after the child is born all the men are the collective father. Different, no? Such relationships require different words!

 

Languages depend on many different elements. Let’s look at flora and fauna. You might have heard about chipmunks from the Alvin and the Chipmunks films. But the translation in Brazil is squirrel. Alvin and the squirrels? No, they’re chipmunks! The animals are different. Neither squirrels nor chipmunks exist in Brazil as far as I know, so they choose the word for the animal that is somewhat known: the squirrel.

 

Or geography: Think about “o morro” in Portuguese. It is something very specific to this country, where there are no real mountains, but quite a few small hills. The “morro” becomes a cultural symbol, a gathering place, or landmark of natural beauty. Or “favela” – it is a specific cultural word that has a specific meaning here. In the USA the word slum means something similar but different. We of course have our own specific low-income housing like trailer parks, projects, or ghettos, depending on the place, but in the English-speaking mind, there is a different understanding. So, from this, we can realise that the definition of something is always specific to that unique thing.

 

Think as well about the myths of a country. I’ll never forget the time I learned about Saci Pererê in Brazil, the character who bounces around on one leg. In my time in the Czech Republic, my favourite cartoon was Maxipes Fik, the dog who drank beer and grew strong. You see? At a young age they’re already teaching the children to drink beer. Imagine someone going to a school to study Brazilian Portuguese, and leaving without learning the word “malandro”. Does that person really speak Brazilian Portuguese? Each culture therefore has its own values, stories, and characters.

 

So, you cannot learn a language without looking at the culture. One is a function of the other. I mentioned a few things: weather, geography, flora and fauna, religion, government, cultural stories, music, the list goes on and on. In this course, Immersion Now, we will take a good look at English-speaking culture, mostly through film scenes, songs, video clips, and short documentaries. So, remember: To learn a language, it is necessary to learn about the culture of the people who speak it.

 

I hope you liked the video, this is Mark A. Bowen, signing off.

A linguagem é um mecanismo cultural

 

Olá povo do mundo, este é Mark A. Bowen, professor de inglês, vindo até você via internet. Hoje estamos aqui para falar sobre como o idioma e cultura estão interconectados. Como sempre, se você precisar da transcrição deste vídeo para ajuda-lo a o entender ela se encontra aqui nesse link, em ambos inglês e português. Porém, como o curso se chama Immersion Now eu sugiro que antes de usar o texto você escute.

 

Então, existe aquela velha questão: Quantas palavras o povo Inuíte tem pra neve? Muitas! 50! 100! 150! 400! Não muitas PALAVRAS de fato, pois sua língua é polissintética, o que quer dizer que uma longa e complexa ideia é expressa em uma palavra. Neve dura, neve fofa, neve no ar, neve pendurada em seus cílios, neve para iglus, neve caindo no gelo, neve em movimento e neve na neve.

 

Quantas palavras nós temos para neve nos Estados Unidos? Flurry, sleet, slush, powder, blizzard. Quantas palavras os brasileiros tem para neve? Quantos brasileiros já viram neve? Os gaúchos talvez? Você já viu neve? Ou para você ela simplesmente existe em teoria? O ponto é,  como a linguagem é uma janela para uma perspectiva diferente, ela expressa uma visão de mundo diferente. Veja a organização cultural, algumas culturas existem como matriarcados, algumas como patriarcados, e também há é claro oligarquias, e monarquias, ditaduras, e anarquias. Governos que tem diferentes estruturas sociais requerem vocabulário diferente.

 

E então temos muitos sistemas econômicos como capitalismo ou socialismo, eu pessoalmente prefiro Igualitarismo. (Igualitarismo – a crença na igualdade humana, especialmente em respeito a questões sociais, políticas e econômicas). Obrigado, Merrian-Webster.

 

Para simplificar, ninguém da Cuba socialista senta em uma mesa discutindo obrigações de divida garantidas. Ou religião: Algumas religiões têm diferentes palavras específicas que não podem ser traduzidas para Inglês ou Português, como Dharma ou Samsara no Budismo e Namastê no Hinduísmo. Tais conceitos faltam em nosso mundo euro-cristão.

 

Ou casamento: Em algumas culturas um casamento é estritamente entre um homem e uma mulher, em outras o homem pode ter quantas esposas quiser e todas lhe devem fidelidade. Em outras culturas uma mulher é livre para transar com quantos homens ela quiser, combinando todo o esperma em seu óvulo, e depois que a criança nasce todos os homens são seu pai coletivo. Diferente, não? Tais relações requerem palavras diferentes!

 

Idiomas dependem de vários elementos diferentes. Vamos analisar flora e fauna. Você pode ter ouvido falar em esquilos nos filmes de Alvin e os Esquilos. Mas a tradução no Brasil é esquilo.  Alvin e os esquilos? Não, eles são esquilos (chipmunks)! Os animais são diferentes. Nem esquilos (squirrel) ou esquilos (chipmunks) existem no Brasil até onde sei então eles escolhem a palavra para o animal que é conhecido: esquilo.

 

Ou geografia: Pense sobre “o morro” em Português. É algo muito específico para esse país onde não há verdadeiras montanhas, mas muitos pequenos montes. O “morro” se torna um símbolo cultural, local de encontro ou ponto de referência de beleza natural. Ou “favela” – é uma palavra cultural específica com um significado específico aqui. Nos Estados Unidos a palavra favela significa algo diferente. Claro que temos nosso próprio modo de habitação de baixa renda como estacionamentos de trailers, projetos, ou guetos, dependendo do lugar, mas na mente que fala inglês, há um entendimento diferente. Então, disso, podemos entender que a definição de algo é sempre específico para aquela única coisa.

 

Pense também sobre os mitos de um país. Eu nunca esquecerei a vez que aprendi sobre o Saci Pererê no Brasil, o personagem que pula por ai em uma perna só. Durante o tempo que estive na República Tcheca, meu desenho favorito era Maxipes Fik, o cachorro que ficava forte por beber cerveja. Entende? Numa tenra idade eles já estão ensinando as crianças a beber cerveja.  Imagine que alguém vai a uma escola para estudar Português do Brasil, e saindo sem aprender a palavra “malandro”. Aquela pessoa realmente fala Português do Brasil? Cada cultura tem seus próprios valores, histórias, e personagens.

 

Assim, você não pode aprender um idioma sem observar a cultura. Um é a função do outro. Eu mencionei algumas coisas: clima, geografia, flora e fauna, religião, governo, histórias culturais, música, e a lista continua. Neste curso, Immersion Now, nós vamos dar uma boa olhada na cultura de língua inglesa, principalmente através de cenas de filmes, músicas, vídeo clipes, e curtos documentários. Então se lembre: Para aprender um idioma, é necessário aprender sobre a cultura das pessoas que o falam.

 

Espero que você tenha gostado do vídeo, aqui é Mark A. Bowen, terminando a transmissão.

 

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